Growth Marketing: Começamos pela estratégia e aprofundamos onde os sinais mostram que vale investigar.
Nem todo assessment precisa começar abrindo tudo. Uma forma interessante de pensar esse tipo de diagnóstico é como uma boneca russa: começamos pela camada mais ampla e só abrimos as próximas quando aparecem sinais de que vale aprofundar.
Por isso, eu gosto de começar pela Estratégia de Negócio, Marketing e Crescimento.
Ela funciona como a camada mais externa. Antes de entrar em CRM, canais, dados, tecnologia ou operação, vale entender para onde a empresa quer ir e qual papel cada uma dessas frentes deveria ter nesse crescimento.
É nessa visão mais ampla que começam a aparecer os primeiros sinais.
Se os canais digitais parecem pouco conectados à estratégia, faz sentido abrir essa camada e entender melhor como a empresa trabalha awareness, geração de tráfego, conversão, retenção, personalização, educação do cliente e rastreamento do funil.
Se o sinal aparece no relacionamento, na utilização da base, nas jornadas ou na conexão entre marketing e comercial, vale aprofundar CRM e gestão do relacionamento.
O mesmo raciocínio pode ser aplicado a dados, inteligência, tecnologia, operação, organização e performance.
A questão é que essas dimensões não precisam ser investigadas sempre com a mesma profundidade. Elas estão conectadas, e uma primeira leitura costuma indicar onde existe uma ruptura, uma oportunidade ou uma dependência que merece ser entendida melhor.
Esse tipo de abordagem evita aprofundar áreas que já estão bem resolvidas e concentra a investigação onde realmente existem dúvidas ou impacto potencial.
E tem um ponto que considero especialmente interessante: muitas vezes o problema aparece em uma dimensão, mas nasce em outra.
Uma dificuldade de performance pode parecer um problema de mídia, mas ter origem no CRM. Um problema no CRM pode estar relacionado à qualidade dos dados. E uma dificuldade com dados pode, no fim, estar na tecnologia, no processo ou até na forma como as equipes estão organizadas.
É aí que a metáfora da boneca russa funciona bem.
Começamos pelo macro, encontramos um sinal e vamos abrindo as camadas necessárias até chegar mais perto da causa real.
Mais do que analisar tudo, o desafio é saber o que vale abrir e até onde vale aprofundar.

Growth Marketing
Alexandre Cezário de Campos é um consultor sênior de marketing e vendas, bacharel em Administração de Empresas com ênfase em Análise de Sistemas, pós-graduado em Marketing e especializado em tecnologia. Ele trabalhou em empresas como Eletropaulo (atual Enel), Microsiga (atual Totvs) e Telefonica, bem como em grandes agências de comunicação, como Grupo TV1, Propeg, Isobar e W3Haus. Alexandre atuou em diversos segmentos do mercado, incluindo agências de publicidade, educação, internet, bancos, entre outros. Suas habilidades incluem E-commerce, Marketing Digital, Performance de Mídia Digital, Branding, Gerenciamento de Projetos, Planejamento Estratégico de Marketing, estratégia e execução de planos de vendas, além do conhecimento dos pilares da transformação digital, como cultura digital, inovação, martech, growth marketing, liderança transformadora e cultura ágil. Alexandre liderou equipes, gerou negócios e conduziu grandes projetos digitais para empresas de renome, como Unilever, Gol, Cyrela, Banco Itaú, Whirlpool, Telefônica, Kroton, Yduqs, Laureate International, Uninove, Secretaria da Comunicação do Governo Federal, entre outras. Ele também é professor de cursos abertos sobre Marketing em instituições como Trampos Academy, São Paulo Digital School, Universidade Belas Artes de São Paulo, entre outras. Atualmente, Alexandre é sócio-fundador da Pinealle, uma consultoria especializada em acelerar negócios nos canais digitais, construindo equipes ágeis e prontas para acompanhar a velocidade e complexidade do mercado digital.
Em reconhecimento ao seu trabalho na indústria digital, Alexandre foi homenageado com o prêmio "Profissionais do Ano" da Associação Brasileira de Agentes Digitais (ABRADI) na categoria "Negócios" em 2017 e 2020.
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