Growth raramente falha por falta de investimento, ferramentas ruins ou equipe desqualificada. O problema quase sempre é estrutural: cada área joga o seu próprio jogo.
Growth não funciona bem quando cada área joga o seu próprio jogo.Na prática, o marketing foca em gerar leads, o comercial cuida do pipeline e branding protege a marca. Enquanto isso, a tecnologia tenta lidar com uma fila infinita de prioridades e o CRM tenta, sem muito sucesso, costurar tudo isso no meio do caminho. É justamente aí que os atritos começam.
O marketing quer entender o destino dos leads, mas o comercial não devolve dados estruturados. O CRM não consegue criar novas réguas porque a informação que vem do pipeline é fraca. A equipe de performance quer testar uma nova mensagem, mas a aprovação da marca trava o processo. Até uma mudança simples em uma landing page, que melhoraria a conversão imediatamente, acaba perdendo prioridade na fila de desenvolvimento.
Isso acontece porque, isoladamente, cada departamento está fazendo exatamente o que foi designado a fazer. O gargalo só fica visível quando olhamos para o resultado global.
Por isso, em qualquer projeto de aceleração digital, não adianta avaliar apenas mídia, CRM, dados ou tecnologia. É preciso diagnosticar como a empresa se organiza, como os times se relacionam, quem toma as decisões e onde estão as dependências. Na nossa metodologia, chamamos isso de Dimensão 10: Organização, Equipe e Competências.
Growth não deveria ser tratado como mais um silo corporativo. Ele só acontece quando marketing, comercial, CRM, dados, tecnologia e marca trabalham alinhados aos mesmos objetivos, compartilhando informação e tendo autonomia para testar e aprender com agilidade.
No fim das contas, a maioria das oportunidades não morre por falta de boas ideias, mas sim na transição de bastão entre uma área e outra.
Na sua empresa, a estrutura atual ajuda os resultados a fluírem ou o crescimento precisa constantemente lutar contra a própria organização para acontecer?

Growth não funciona bem quando cada área joga o seu próprio jogo.
Alexandre Cezário de Campos é um consultor sênior de marketing e vendas, bacharel em Administração de Empresas com ênfase em Análise de Sistemas, pós-graduado em Marketing e especializado em tecnologia. Ele trabalhou em empresas como Eletropaulo (atual Enel), Microsiga (atual Totvs) e Telefonica, bem como em grandes agências de comunicação, como Grupo TV1, Propeg, Isobar e W3Haus. Alexandre atuou em diversos segmentos do mercado, incluindo agências de publicidade, educação, internet, bancos, entre outros. Suas habilidades incluem E-commerce, Marketing Digital, Performance de Mídia Digital, Branding, Gerenciamento de Projetos, Planejamento Estratégico de Marketing, estratégia e execução de planos de vendas, além do conhecimento dos pilares da transformação digital, como cultura digital, inovação, martech, growth marketing, liderança transformadora e cultura ágil. Alexandre liderou equipes, gerou negócios e conduziu grandes projetos digitais para empresas de renome, como Unilever, Gol, Cyrela, Banco Itaú, Whirlpool, Telefônica, Kroton, Yduqs, Laureate International, Uninove, Secretaria da Comunicação do Governo Federal, entre outras. Ele também é professor de cursos abertos sobre Marketing em instituições como Trampos Academy, São Paulo Digital School, Universidade Belas Artes de São Paulo, entre outras. Atualmente, Alexandre é sócio-fundador da Pinealle, uma consultoria especializada em acelerar negócios nos canais digitais, construindo equipes ágeis e prontas para acompanhar a velocidade e complexidade do mercado digital.
Em reconhecimento ao seu trabalho na indústria digital, Alexandre foi homenageado com o prêmio "Profissionais do Ano" da Associação Brasileira de Agentes Digitais (ABRADI) na categoria "Negócios" em 2017 e 2020.
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