Maturidade não é sobre ter ou não ter uma ferramenta. É sobre o quanto uma capacidade está estruturada para gerar resultado.
O conceito de nível de maturidade ganhou força com o Capability Maturity Model, CMM, desenvolvido pelo Software Engineering Institute da Carnegie Mellon a partir de 1986 para avaliar e melhorar processos de software. A lógica depois foi adaptada para diversas áreas, inclusive marketing e transformação digital.
No marketing digital, por exemplo, BCG e Google também passaram a trabalhar com estágios de maturidade para mostrar como empresas evoluem de uma operação mais nascente e fragmentada para modelos conectados, orientados por dados e capazes de personalizar experiências em escala.
É essa lógica que aplicamos na nossa metodologia.
Cada dimensão é avaliada em níveis, porque duas empresas podem possuir exatamente as mesmas ferramentas e operar de formas completamente diferentes.
Uma pode ter CRM, mídia, BI e automação, mas ainda trabalhar de forma reativa e pouco integrada.
Outra pode usar praticamente o mesmo stack, mas ter processos claros, dados conectados, objetivos compartilhados e capacidade de otimizar continuamente.
Por isso, começamos pela Dimensão 1: Estratégia de Negócio, Marketing e Crescimento.
Antes de olhar para CRM, dados, jornadas ou tecnologia, precisamos entender uma coisa básica:
para onde o negócio quer ir?
Nessa dimensão, avaliamos se existe clareza sobre objetivos estratégicos, prioridades comerciais e de marketing, metas de crescimento, aquisição, conversão, retenção e receita.
Também olhamos proposta de valor, mercados e públicos prioritários, papel dos canais digitais, papel do CRM, KPIs estratégicos, direcionamento de investimento e roadmap de crescimento.
A escala de maturidade pode evoluir assim:
Reativa → Planejada → Integrada → Adaptativa
No nível reativo, marketing e vendas respondem muito ao curto prazo.
No planejado, já existem metas, prioridades e iniciativas estruturadas.
No integrado, negócio, marketing, vendas, CRM, dados e canais passam a trabalhar conectados.
No adaptativo, a estratégia consegue evoluir continuamente a partir de dados, aprendizado e mudanças do mercado.
O ponto não é chegar ao nível mais alto porque parece mais sofisticado.
É entender qual nível faz sentido para o negócio e o que precisa evoluir para chegar lá.
Porque, antes de discutir ferramenta, automação ou inteligência artificial, existe uma pergunta que deveria vir primeiro:
a empresa tem clareza suficiente sobre onde quer crescer e como cada capacidade digital contribui para isso?
ESCRITO POR ALEXANDRE CEZÁRIO

PINEALLE – MATURIDADE 1 DIMENSAO
Alexandre Cezário de Campos é um consultor sênior de marketing e vendas, bacharel em Administração de Empresas com ênfase em Análise de Sistemas, pós-graduado em Marketing e especializado em tecnologia. Ele trabalhou em empresas como Eletropaulo (atual Enel), Microsiga (atual Totvs) e Telefonica, bem como em grandes agências de comunicação, como Grupo TV1, Propeg, Isobar e W3Haus. Alexandre atuou em diversos segmentos do mercado, incluindo agências de publicidade, educação, internet, bancos, entre outros. Suas habilidades incluem E-commerce, Marketing Digital, Performance de Mídia Digital, Branding, Gerenciamento de Projetos, Planejamento Estratégico de Marketing, estratégia e execução de planos de vendas, além do conhecimento dos pilares da transformação digital, como cultura digital, inovação, martech, growth marketing, liderança transformadora e cultura ágil. Alexandre liderou equipes, gerou negócios e conduziu grandes projetos digitais para empresas de renome, como Unilever, Gol, Cyrela, Banco Itaú, Whirlpool, Telefônica, Kroton, Yduqs, Laureate International, Uninove, Secretaria da Comunicação do Governo Federal, entre outras. Ele também é professor de cursos abertos sobre Marketing em instituições como Trampos Academy, São Paulo Digital School, Universidade Belas Artes de São Paulo, entre outras. Atualmente, Alexandre é sócio-fundador da Pinealle, uma consultoria especializada em acelerar negócios nos canais digitais, construindo equipes ágeis e prontas para acompanhar a velocidade e complexidade do mercado digital.
Em reconhecimento ao seu trabalho na indústria digital, Alexandre foi homenageado com o prêmio "Profissionais do Ano" da Associação Brasileira de Agentes Digitais (ABRADI) na categoria "Negócios" em 2017 e 2020.
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